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ADENOMA HEPÁTICO

  • Foto do escritor: Dr. Diogo Tamiozo
    Dr. Diogo Tamiozo
  • 22 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura

O que é O adenoma hepático é um tumor frequentemente benigno que se desenvolve nas células do fígado.

Causa As causas específicas do adenoma hepático ainda são incertas, embora existam estudos em andamento para entender melhor suas origens.

Fatores de Risco Este tumor é mais prevalente em mulheres e está vinculado ao uso prolongado de anticoncepcionais orais, doenças metabólicas como distúrbios de acúmulo de glicogênio, e uso de esteroides anabolizantes. Em casos raros, pode estar associado à gravidez ou a condições como diabetes.

Incidência A incidência de adenomas hepáticos tem crescido, possivelmente devido ao aumento no uso de contraceptivos orais. Estima-se que ocorra em aproximadamente 10 a 40 casos por milhão de mulheres, com a maioria dos casos diagnosticados em mulheres jovens entre 20 e 44 anos, geralmente no lobo direito do fígado.

Sintomas A maioria dos adenomas hepáticos é assintomática e descoberta incidentalmente. Quando sintomáticos, os pacientes podem experimentar dor abdominal, geralmente na região epigástrica ou no quadrante superior direito do abdômen. Complicações como ruptura e hemorragia, embora raras, podem ocorrer, especialmente em adenomas maiores que 5 cm.

Classificação Os adenomas são classificados em três tipos principais:

  1. Tipo Esteatótico (Mutação HNF1a): Comum e geralmente não cancerígeno, apresentando esteatose significativa.

  2. Tipo com Mutação da β-catenina: Mais propenso a malignização.

  3. Tipo Inflamatório ou Telangiectásico: Com menor risco de se tornar canceroso, este tipo pode ser dividido em com ou sem células inflamatórias.

Diagnóstico O adenoma hepático é geralmente identificado durante exames de rotina, como ultrassonografias. Esses tumores tendem a ser únicos e menores que 5 cm, embora possam atingir tamanhos maiores. A distinção entre adenomas e outras formações hepáticas, como a hiperplasia nodular focal, é crucial para o tratamento adequado.

  • Exames de Imagem: Ultrassonografias, tomografias e ressonâncias magnéticas são essenciais para visualizar o nódulo e diferenciar o adenoma de outras lesões hepáticas.

  • Exames de Sangue: Normalmente não mostram alterações significativas na função hepática, exceto em casos específicos.

Tratamento O tratamento depende do tamanho e sintomas do adenoma. Ressecções cirúrgicas são recomendadas para adenomas maiores ou aqueles que apresentam sintomas. Em alguns casos, a observação com acompanhamento regular pode ser adequada, especialmente para lesões menores e assintomáticas.

Prognóstico O prognóstico para pacientes com adenoma hepático é geralmente excelente, dado que a condição é benigna e as complicações são raras. O tratamento adequado e o monitoramento regular são essenciais para manter a saúde do paciente.

Prevenção Não existem métodos conhecidos para prevenir o desenvolvimento de adenomas hepáticos, mas manter um estilo de vida saudável e monitorar o uso de hormônios pode ser benéfico para reduzir os riscos associados.



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