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CISTOADENOMA

  • Foto do escritor: Dr. Diogo Tamiozo
    Dr. Diogo Tamiozo
  • 22 de abr. de 2024
  • 2 min de leitura

O que é A neoplasia cística mucinosa não invasiva é uma condição rara, caracterizada pela formação de tumores císticos dentro do fígado e, ocasionalmente, nos canais biliares extra-hepáticos. Estes tumores são compostos por mucina e células epiteliais, formando uma estrutura que pode aumentar de tamanho ao longo do tempo.

Causa A origem exata dos cistoadenomas não está completamente compreendida. Estudos ainda investigam possíveis ligações entre o uso de anticoncepcionais, gravidez e o desenvolvimento desses tumores.

Fatores de Risco Embora raros, os cistoadenomas possuem um risco potencial de se transformarem em malignos, conhecidos como cistoadenocarcinomas.

Incidência Esta condição é bastante rara, representando menos de 5% das lesões císticas hepáticas. Predominantemente diagnosticada em adultos, especialmente mulheres entre 40 e 50 anos, é mais comum em pacientes femininas, com uma proporção de 85% dos casos.

Sintomas Frequentemente, os cistoadenomas são assintomáticos e descobertos incidentalmente. Em casos onde crescem significativamente, podem causar desconforto abdominal, dor e anorexia. O tamanho destes cistos varia, mas podem alcançar entre 10 a 20 cm de diâmetro.

Diagnóstico O diagnóstico definitivo é geralmente confirmado após a remoção cirúrgica do cistoadenoma. É crucial diferenciar esta condição de outras lesões císticas, como cistos simples, cistos hidáticos e cistoadenocarcinomas, através de exames de imagem como ecografias, tomografias e ressonâncias magnéticas.

Exames de Imagem

  • Ecografia: Mostra um nódulo hipoecóico com paredes espessadas e potenciais nódulos internos.

  • Tomografia e Ressonância Magnética: Auxiliam na visualização da estrutura cística, podendo mostrar características como septações e a espessura das paredes.

Biopsia A biopsia é geralmente desaconselhada devido ao risco de disseminação do conteúdo cístico, podendo complicar o quadro clínico.

Complicações Há um risco de cerca de 15% de que esses cistos possam se tornar malignos.

Tratamento O tratamento primário para cistoadenomas é a ressecção cirúrgica completa, com ou sem hepatectomia, dependendo do caso. A ressecção parcial é evitada devido ao risco de recorrência e piora do prognóstico.

Prognóstico Com uma cirurgia apropriada, o prognóstico é geralmente excelente, oferecendo uma grande chance de cura completa.

Prevenção Atualmente, não existem medidas preventivas conhecidas para reduzir o risco de desenvolver cistoadenomas hepáticos devido à sua natureza e origem não completamente entendidas.


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